11 Abril, Sexta-feira , 21h30
KIKI VAN BEETHOVEN
de Eric-Emmanuel Schmitt
Encenação Natália Luiza
Interpretação Teresa Faria
Teatro Meridional

Uma máscara de Beethoven, encontrada por acaso num mercado de rua, vai mudar a vida de Cristina, uma mulher que já ultrapassou há muito os sessenta anos, assim como a vida das suas amigas que habitam com ela uma residência sénior. Beethoven, o compositor que ensurdeceu, é aqui evocado nessa dimensão simbólica e através da música que compôs, desencadeando em cada uma das personagens, uma jornada iniciática, levando-as ao confronto com dimensões, emoções e acontecimentos das suas próprias vidas, “ensurdecidas” consciente e inconscientemente como forma de ocultar mágoas e todo e qualquer sofrimento. Um texto emocional que, sem nunca perder a contundência, combina profundidade e humor, confronta-nos também com esta incapacidade crescentemente contemporânea de escutar os sinais do mundo, dos outros e de nós próprios, submersos que estamos numa sensação crescente de vertigem, pressa e mundos de virtualidade
Convento São Francisco | Black Box
Bilhetes: €10 Geral e 8€ estudante maiores 65 anos | grupos mais 10 pessoas | desempregados | profissionais de artes performativas e de música
Cartão Amigo CSF aplicável (40% de desconto)
Contacto e reservas: bilheteira do Convento São Francisco diariamente entre as 15h00 e as 20h00 | 239 857 191 ou bilheteira@coimbraconvento.pt
SOBRE O AUTOR
Eric-Emmanuel Schmitt é um autor que domina com invulgar mestria a tragicomédia, construindo personagens que revelam, em situações profundamente trágicas, um olhar de desconstrução e de ironia inteligente e que, não tendo medo do ridículo, do riso e da lágrima, arrisca caminhar em territórios sentimentais. O Teatro Meridional revisita assim o universo de Eric-Emmanuel Schmitt, após o espetáculo ímpar de O Sr. Ibrahim e as Flores do Corão, consagrado pelo público que o segue a cada representação desde 2012. Eric-Emmanuel Schmitt é um dos dramaturgos de língua francesa mais lido e representado no mundo. Os seus livros foram traduzidos para 43 línguas e as suas peças são representadas regularmente em mais de 50 países.
SOBRE O ESPETÁCULO
Espetáculo conduzido por uma única atriz, convoca um conjunto de outras personagens a habitar a cena, levando-nos enquanto ouvintes e espectadores a confrontar as nossas narrativas e crenças, com os pontos de vista de diferentes personagens sobre variadíssimos temas da nossa vida atual. A linguagem é direta, transversal e suscetível de inteligibilidade por todos os segmentos de público e o dispositivo cénico é meramente sugestivo, permitindo ao espetador a criação das suas próprias paisagens e ir de viagem aos lugares de algumas geografias e a esse mapa, tão vago como concreto, das emoções humanas de cada um de nós.
Beethoven, na sua genialidade e também fragilidade, é omnipresença tornada física e interventiva, sendo terapia que espoleta, movimenta e cuida das dores de cada um, personagens e público, neste jogo de espelhos que é a relação entre palco e plateia, onde projectamos na dor dos outros o que ocultamos tantas vezes de nós. Elegendo uma das linhas de trabalho que se prende com a encenação de um grande texto de um autor contemporâneo, este é um espetáculo do Teatro Meridional que se quer e declara querer tocar a Alegria.
Classificação etária: M/12
Duração: 90 min

SOBRE A ENCENADORA
Natália Luiza
Direcção Artística do Teatro Meridional Pesquisa/ Dramaturgia / Voz
Moçambique, 1960 Licenciada em Teatro, Formação de Actores, pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Bacharel em Psicologia na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa e frequência no Mestrado de Estudos Africanos. Tem dividido a sua actividade como encenadora, formadora, actriz, programadora e dramaturgista. Realizou 29 encenações e participou como actriz em 22 espetáculos de Teatro em várias companhias de Teatro. Programa há 32 anos juntamente com Miguel Seabra o Teatro Meridional. Faz rádio, cinema, dobragens e televisão.

SOBRE A INTÉRPRETE
Teresa Faria
Coimbra, 1956
Profissional das artes do espectáculo desde 1983. Actriz, dramaturga, professora de Teatro e encenadora. Mestre em Artes Cénicas pela FCSH da UNL, diplomada em Estudos de Teatro pela FLUL, formadora creditada pela Universidade do Minho e investigadora do Centro de Estudos de Teatro da FLUL. Formação artística na Fundação Calouste Gulbenkian, com Marcia Haufrecht, Sygmont Molik, Polina Klimoviskaia, Howard Sonenkler, Eugenio Barba, Ferrucio Solleri, entre outros e, Yoshi Oida (UNL).
Tem trabalhado em várias Companhia e produtoras como o São Luís TM, TNDMII, TNSJ, Teatro Meridional, Teatro Aberto, Teatroesfera, A Barraca, Comuna, Cornucópia, Teatro da Trindade, Teatro Maria Matos, Teatro da Terra, Teatro do Eléctrico, Cassefaz, Aloés, Casa da Esquina, A Bonifrates, com os encenadores Natália Luiza, Ricardo Neves-Neves, João Mota, Beatriz Batarda, Fernanda Lapa, Cucha Carvalheiro, Maria João Luís, Ana Tamen, Almeno Gonçalves, Cristina Carvalhal, Adriano Luz, José Peixoto, José Carretas, Helena Faria, Miguel Abreu, Fernando Gomes, Paula Sousa, Helder Costa, Céu Guerra, Mário Barradas, José Barata, José Geraldo, entre outros.
Destaca como encenadora e dramaturga O meu irmão: Théo e Vincent Van Gogh, no São Luiz Teatro Municipal (Coprodução com Margarida Mendes Silva) e O Menino e o Mar / Teatroesfera, Contos e poemas de Natal, no TNDMII, Poemas na minha vida, com Io Appolloni, no Casino do Estoril e Ruy Belo, Lugar[es] de palavra / Teatroesfera. Tem trabalhado em Cinema e Televisão onde ressalta HoneyJoon (Lilian Megrel), Mãe (João Brás), Zeus (Paulo Filipe Monteiro), Sempre (Manuel Pureza), O crime do Padre Amaro (Leonel Vieira), Vento Norte (João Cayate), Conta-me como foi (Jorge Queiroga e Sérgio Graciano), A outra margem (Luís F Rocha) e Alice (Marco Martins), Salto de Fé (J. Queiroga). Dobrou no Harry Potter, Maggie Smith com a professora Mc Gonagall.
Como actriz refere o seu trabalho em Kiki van Beethoven (Teatro Meridional / 2019) e A Nonna (Teatroesfera / 2005)
Em momentos de Poesia: CDs (Fernando Pessoa e outros), Jornadas Galaico-portuguesas Universidade Nova de Lisboa, em outros Encontros (Portugal e estrangeiro, por exemplo Moçambique), comemorações (como, 25 de Abril / Poesia de Abril (FLUL/CET), Humberto Delgado / Panteão Nacional, Homenagem Raul Solnado ( ACERT), Dia Mundial de Poesia / Casa do Artista. Guiado por Deus e pelo Diabo (José Régio, Sindicato Poesia Braga / Teatroesfera), Leal da Câmara – Vida e obra, Cabaret Bocage (Ministério da Educação) e Do Caos ao Intervalo (Universidade de Aveiro).
Como professora de Teatro tem dirigido cursos e workshops desde crianças a pessoas idosas, em colaboração com Câmaras Municipais, Ministério da Educação, Universidades, Fundação Calouste Gulbenkian, Culturgest, Sindicatos, estudantes e outros. Selecionou as cadeiras Interpretação e Criação do Espectáculo na Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa. Dirige o Grupo de Teatro do Levante (Teatro sénior).
Publicou a peça Os Iluminados (co-autora com José Carretas) e co-editou Teatro em Debate(s) - Centro de Estudos de Teatro / Livros Horizonte.
Membro do conselho editorial da revista de teatro Sinais de Cena, onde tem publicado vários artigos, sendo o último (com Maria João Brilhante e Emília Costa) a entrevista – “Luís Miguel Cintra: Como pão para a boca.”
Representou Portugal, com o espetáculo “Uma Família Portuguesa”, do Teatro Aberto, na Capital Europeia da Cultura, na Finlândia, em 2011. Em 2025, foi nomeada para Os Prémios CineEuphoria (Melhor Actriz / participação no filme Mãe – João Brás) e ainda com a Curta Metragem Porta-te bem (Joana Alves). Foi co-fundadora e directora de A Bonifrates e do Teatroesfera, co-participando na criação do Teatro Sousa Bastos e do Espaço Teatroesfera.